Todos os testes antidoping prévios à Copa do Mundo dão negativo

A Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™ está servindo como referencial para a criação de uma nova estratégia na luta contra o doping, que inclui a adoção de um perfil biológico com amostras de sangue e urina pela primeira vez em um Mundial.

De acordo com o relatório da primeira fase do programa, divulgado pela Unidade Antidoping da FIFA, 800 jogadores ‒ 91,5% dos que foram incluídos na convocação final – fizeram exames de sangue e urina para o teste antes da competição, como parte da nova estratégia. Em conformidade com o Regulamento Antidoping da FIFA, os jogadores restantes serão testados a qualquer momento durante o torneio. Nenhum caso positivo foi encontrado entre os controles feitos fora da Copa do Mundo.

“Tomamos a decisão de dar início a esta nova iniciativa, que vai além das medidas obrigatórias estabelecidas pelo Código Mundial Antidoping. Foi uma grande empreitada colocá-la em funcionamento em uma escala tão grande e levando em conta a temporada de jogos, mas preciso dizer que todos os jogadores, os médicos das equipes e os técnicos receberam positivamente a nova abordagem. É muito importante entender que todos queremos eliminar o doping do futebol e do esporte em geral”, disse o diretor médico da FIFA, Prof. Jiri Dvorak.

“Embora possamos apresentar excelentes resultados em nossa luta contra o doping, essa luta continua sendo uma das atividades médicas mais importantes da FIFA. Estamos felizes e orgulhosos de que, pela primeira vez em nossa história, todos os jogadores participantes de uma Copa do Mundo da FIFA serão controlados tanto por exames de sangue quanto de urina”, afirmou o Dr. Michel D’Hooghe, diretor do Comitê Médico da FIFA.

“Acolhemos positivamente a decisão tomada pela FIFA de pôr essa iniciativa em prática”, disse o diretor-geral da Agência Mundial Antidoping (WADA, na sigla em inglês), David Howman. “Esta é primeira vez na história das grandes competições esportivas que os atletas participantes foram sistematicamente testados antes do evento, para que fosse possível criar perfis biológicos individuais que incluíssem parâmetros de urina e sangue. Incentivamos os outros esportes a seguir este exemplo, adotando o passaporte biológico do atleta como um meio eficaz para proteger os direitos de um atleta que joga limpo”.

Além dos controles prévios à competição, dois jogadores de cada seleção terão sangue e urina testados a cada partida da Copa do Mundo, como parte dos controles rotineiros estabelecidos no Regulamento Antidoping da FIFA.

Os resultados das diversas análises, incluindo os de competições anteriores ‒ a Eurocopa de 2012, as edições de 2013 e 2014 da Liga dos Campeões da UEFA, as Copas do Mundo de Clubes de 2011, 2012 e 2013, e a Copa das Confederações da FIFA 2013 ‒, serão comparados para detectar desvios potenciais, que podem indicar o uso de anabolizantes.

 

Fonte: FIFA

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